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OS CÍNICOS, quantos são?

por Ssssstress, em 07.07.17

Da subtracção de artigos bélicos dos paióis de Tancos, hoje não me apetece falar porque isso é com a tropa e é sabido que os militares de carreira são muito susceptíveis no que respeita às críticas sobre as suas funções e actuações, apesar serem dos meus (dos nossos) impostos a substancial contribuição para os seus orçamentos/devaneios.

Hoje quero mesmo é referir-me ao SIRESP, aquela coisa que custou mai$s do que um balúrdio (outra vez os meus (os nossos) impostos na berlinda), que era suposto unificar as transmissões entre todas as forças operacionais no terreno. Admito: a ideia era/é cativante, sedutora e fazem lembrar as plumas que uma bailarina ostenta em palco, num qualquer espectáculo revisteiro, mas logo após o acto delas -das plumas- se despoja porque não fazem parte da sua realidade.

Sabemos agora que era suposto esse tal SIRESP reunir a cada 3 meses e a cada 6 meses emitir um comunicado (ou parecer? ou conclusão? ou... fosse lá o que fosse, nem que fosse para afirmar que continuava vivo?), na presença de entidades políticas/civis: Presidentes de Câmaras por exemplo. Foi com surpresa que ouvi o presidente da Associação de Municípios Portugueses dizer que nunca foi convocado para tais encontros (?) nos últimos quatro (?) anos. Ocorre-me perguntar-lhe:

-não estranhou?

-não questionou nada nem ninguém?

-não sentiu vontade de telefonar ao SIRESP? (ou telefonou e não obteve ligação?)

No espremer de toda esta bagunçada (e segundo o padrão português) não é certo que se encontrem os verdadeiros responsáveis, culpados de todo este imbróglio. Mas alguém será acusado de não ter ligado um cabo, instalado uma tomada ou, simplesmente não ter dito: bom dia!

Porque os cínicos são muitos e não estão sinalizados.

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publicado às 16:55

PEDRÓGÃO GRANDE

por Ssssstress, em 19.06.17

É um local sossegado habitado por gente sossegada. É um local apreciado por quem por lá passa, nacionais e/ou estrangeiros (estes até demonstram maior prazer em lá passar alguns dias). O mesmo acontece com as redondezas: Figueiró do Vinhos e Castanheira de Pera, Sertã e, mais a sul, Góis, Lousã e Arganil.

Um raio acabou com este sossego, transformando esta região (que ciclicamente é criminosamente queimada, dizem que por interesses privados), num inferno. Eu nunca estive no inferno mas também tal não será necessário pois as imagens que me entraram casa adentro (por todas as estações televisivas), mostraram-me muito mais do que eu precisava para deduzir do que é um inferno. A cada imagem, a cada notícia, em todos os comentários é-me difícil conter a emoção, uma ou outra lágrima, de revolta, de impotência, de constrangimento, pelos factos revelados.

Desta vez foi um raio (e não um qualquer depravado amante de fogos) que originou tamanha tragédia. Valha-nos isso! Não sendo humana a culpa não pode ser humana a condenação. Foi a natureza, dizem os entendidos nestas coisas. Sendo que a natureza tem as costas largas, então condenamo-la? Não!!! A natureza não é sádica nem vingativa. Ela dá-nos o que tem, esperando que façamos disso o melhor uso que pudermos e soubermos, sem outros interesses que não sejam o nosso bem estar. A especulação e a ganância, (entre outros), não fazem parte dos seus objectivos. Dos dela, a natureza obviamente.

Quando, logo após os trágicos acontecimentos aparecem políticos de todos os quadrantes, de expressões constrangidas, manifestando-se pesarosos e, ao mesmo tempo, solidários com o sofrimento dos que sentiram na pele o desespero e o terror porque passaram, tenho vontade de lhe gritar (aos políticos, evidentemente) todo o meu vernáculo aprendido nas mais baixas classes polpulares, de Alfama, Mouraria e Madragoa, Alcântara, Xabregas e Poço Bispo.

Importa confrontá-los, aos políticos das últimas 10 assembleias e seus governos, o que legislaram sobre as florestas, que meios proporcionaram aos bombeiros (sempre os primeiros a serem chamados, sejam eles voluntários ou profissionais/sapadores), que carros e máquinas adquiriram para que esses bombeiros tenham capacidade para combater os fogos (de todos os tipos), sem esquecer o contigente de meios humanos que são previsivelmente necessários para o sucesso duma operação, seja de que tipo for.

Importa confrontá-los, a todos os políticos de todas as legislativas, o que de facto lhes interessou no que respeita à floresta. Ou à pesca. Ou à educação.

Ou, simplificando, no que de facto estiveram interessados!

Por uma vez gostaria de obter uma resposta sincera, dos que vivem da política e tiverem tomates para o dizer!

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publicado às 16:05

OS APOIOS DE DONALD

por Ssssstress, em 25.01.17

diz quem te apoia e dir-te-ei o que és!

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publicado às 23:38

O CÓDIGO e a CONDUTA por 150 €uros à peça

por Ssssstress, em 25.09.16

A evolução das sociedades tende a acompanhar as ideias que se expressam em objectivos sendo estes tão importantes quão importante é a ambição de cada um. E quando cada um aceita estar num lugar por saber ser susceptível de usufruir de beneces, ofertas diversas de muitas e variadas origens, somente porque ocupa o tal lugar que aceitou, também sabe que está disposto (e até desejoso) a aceitar tudo o que lhe queiram ofertar, sem restrições quanto mais não seja por que é a prática corrente. (ainda mais porque corre a ideia de: se não aceitares és parvo. E ninguém quer ser tomado por parvo). Para ultrapassar (diria branquear) a situação lembraram-se de quantificar o código de conduta (ou é mais o código e a conduta?) das pessoas que fazem parte do governo. Não se sabe (melhor dizendo: eu não sei), se vai desde o porteiro até ao 1º Ministro ou se o 1º escalão é um escriturário que, à promessa de um queijo da serra facilita a aprovação de um qualquer benefício ou do esquecimento duma multa com meses de vencimento. O que se sabe (e isto sei porque foi dito por um Ministro), é que por 150€uros qualquer membro do governo é susceptível de ser ofertado. Não tendo sido explícita a quantidade de vezes por oferta, a mesma poderá ser (deduzo eu, abusivamente?), por tranches  escalonadas no tempo? "Hoje" parece que o mais importante é: todos quererem ter olho em terras de cegos como se integridade e honestidade sejam defeitos. Este não pode ser, não tem que ser, o tempo dos oportunistas que não olham a meios para atingirem os seus objectivos. Este não pode, não tem nem dever ser o tempo em que as normas de conduta ou os códigos de comportamentos de todas, todas as pessoas, tenham que reger-se por decreto governamental. Ou então voltaremos ao tempo da carneirada!

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publicado às 15:15

INCERTEZAS?

por Ssssstress, em 31.07.16

Dizer-se que o mundo está em mudança não é novidade alguma. A novidade crescente são as incertezas a que a humanidade está sujeita, cada dia mais, pelas ambições e interesses de classes políticas dirigentes, afectas aos poderes económicos e financeiros que são de facto os verdadeiros donos do mundo. Todos querem ganhar e todos não querem saber o preço da factura: o custo a que a sociedade civil está sujeitada. Quem está contra, quem não quer aceitar este estado de coisas é rotulado e sujeito a toda a espécie de discriminações e de restrições que podem levar à prisão. Sem nos apercebermos crescem, como cogumelos, sentimentos de totalitarismo  nas classes governantes cujo conceito de democracia é tido como um exemplo de fraqueza. As atrocidades de velhas ditaduras estão esquecidas, e/ou são desconhecidas pelas novas gerações. A história não se re-escreve, mas pode repetir-se!

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publicado às 16:52

A LIBERDADE DA ESCOLHA

por Ssssstress, em 11.05.16

Assiste-se à sublevação dos colégios privados com argumentos chantagiosos e catastróficos: muitos professores e outros trabalhadores para o desemprego, de famílias descompensadas, e com as crianças manipuladas por pais e professores, e todos enchem a boca com a liberdade de escolha na escola que quero para o/os meus filhos. Estou completamente de acordo mas considero que a frase correcta é:

liberdade de escolha na escola para os meus filhos desde que eu possa pagar!

Seria desonesto que eu afirmasse que não gostaria de estudar em Inglaterra, ou na América; gostava, mas como não haviam Euros para isso lá se foi a liberdade da escolha. Nunca entendi o porquê dos colégios privados serem subsidiados pelo estado (ou seja, por mim também) e com verbas que são negadas às escolas públicas quer para melhoria e renovação de condições de ensino, quer para a contratação de mais professores e de pessoal não docente. Num resumo de tudo isto apetece-me perguntar: por onde andam todos esses alunos que foram instruidos nos "nossos melhores colégios"? Porque se acaso se tornaram nos políticos que temos então, sinceramente, não valeu o esforço; nem o nosso (com os impostos) nem o das suas respectivas famílias.

O Sr. Coelho tem o desplante de criticar com insinuações (venham elas a ser provadas e comprovadas, ou não) o actual ministro da educação. Até parece que o "seu" ministro (o sr. Crato que antes de ser ministro defendia a implosão desse mesmo ministério quer o de Maria de Lurdes Rodrigues, quer depois o de Isabel Alçada) foi um bom exemplo de como um ministério não deve ser gerido. Apetece dizer: Ò sôr coelho, olhe-se ao espelho!

Não é que eu aprecie o desempenho do actual, o sr. Tiago Brandão, mas quem não sabe fazer melhor não deveria ir aprender antes de abrir a boca? Há um dito popular que diz: quando se abre a boca ou entra mosca ou sai asneira; e se o sôr coelho abre a boca onde não há moscas...

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publicado às 16:31

A propósito do "TAL" CARTAZ

por Ssssstress, em 27.02.16

A propósito dum cartaz da responsabilidade do BE onde a imagem imaginada da figura de Jesus Cristo aparece "filho de dois pais", surgiram variadas declarações recriminatórias de pessoas idóneas e acima de quaisquer suspeitas, a saber:

 1-“Eu sou adepto de usar o humor na política, acho que é saudável, mas o humor na política não pode faltar ao respeito às crenças e às convicções dos portugueses. E este cartaz falta ao respeito às crenças e às convicções de milhares de portugueses, respondeu Fernando Negrão quando questionado sobre a explicação dos bloquistas.“Os cartazes provam que nestas questões fraturantes o que esteve em causa sempre foi o predomínio do interesse das causas dos casais homossexuais – que são legítimas obviamente -, mas em detrimento daquilo que era o fundamental que é o superior interesse da criança. O Bloco de Esquerda nunca teve em conta o superior interesse da criança nessas questões”,criticou ainda

2-O porta-voz da Conferência Episcopal, Manuel Barbosa, considerou hoje de manhã "uma afronta aos crentes" o uso de uma imagem de Jesus Cristo numa campanha do Bloco de Esquerda em defesa da adoção por casais homossexuais.

3-Já o CDS reagiu ao início da tarde, tendo o deputado Pedro Mota Soares dito representar uma "ofensa gratuita à sensibilidade de muitos portugueses".

Nesta mesma data e em diferente cartaz (leia-se orgão de informação) sabe-se que:

1-Seria curioso demitir-me por um qualquer pequeno incidente: palavras de Carlos Costa regulador(?) do Banco de Portugal.

2-Pedro Passos Coelho não comenta estas declarações porque (diz ele): não sou comentador! (O que é uma novidade pois em Portugal o que não faltam são políticos enxertados em comentadores. A ver vamos)!

Devo dizer que o cartaz do BE não me é particularmnete simpático, porém não me aquece nem me arrefece sobretudo quando comparado com assuntos concretos; afinal é somente um cartaz cuja temporalidade será curta e inconsequente (enquanto que outros cartazes não são tão inocentes).

Lamento que muitos (e são tantos) dos que se insurgiram com o cartaz, gritando dos seus púlpitos as suas indignações  (que não discuto nem pretendo desvalorizar das suas convições) em defesa de milhares de portugueses não proclamem igualmente alto e em bom som do descalabro que são outras situações (como a camuflagem da situação bancária, por exemplo), que concretamente, estas sim, devem ser consideradas faltas de respeito para com milhões de portugueses, sejam eles o que forem: católicos, cristãos, gays, ateus, etc.

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publicado às 16:45

MARÉS DE AZAR NUM MAR DE ESPERANÇAS

por Ssssstress, em 05.06.15

A disputa por África, ocorrida desde antes da década de 70 do século XIX até à 1ª guerra mundial, envolveu a França, a Alemanha e a Inglaterra mas também a Itália e Bélgica e a Espanha sem esquecer Portugal que lá abancou uns 3 séculos antes.
Falar da “disputa de África” é a continuação de um debate com mais de um século. Em 1877 o imperialismo europeu (informal mas nem por isso menos imperial) exerceu por influência (sobretudo) militar e económica o domínio das riquezas africanas.
A conferência de Berlim (1884-1885) envolveu o Reino Unido, a França e a Alemanha, e deveria ter decidido o que “cabia” a cada um; mas não se entenderam e consta que foi mais uma das razões que deram origem à 1ª GUERRA MUNDIAL, para além de Serajevo.
Tal como agora, tudo se resume aos interesses económicos e logo que se aperceberam haver “ali um enorme bolo” logo holandeses e belgas, para além daqueles outros, se atiraram ao continente africano como gato a bofe. (mais detalhes no google em: Colonização europeia da Africa (por Danielle Souza historia)
África foi uma verdadeira “árvore das patacas” para muitos países europeus (e de outros continentes também, mas mais tarde no tempo), os que agora fazem parte do “clube da UE” e que “se encolhem” na procura de uma ajuda/solução para estes milhares de infelizes que lutam por um pouco de nada: sobrevivência!
Tomando como exemplo o Portugal de hoje e também o de ontem, sabe-se que as pessoas emigram porque não têm, onde nasceram, as condições de vida que lhes permita viver condignamente; com os africanos não será diferente, ou seja, se nos seus países lhes fossem dados meios para lá se fixarem, decerto que não se marginalizariam tentando a sorte noutro qualquer lugar.
Todos os governos de países europeus, ou não, que de África e dos africanos se serviram para encherem os seus cofres têm obrigação, (não só moral), de adoptarem outra atitude; não basta “apoiarem” a Itália; têm obrigação de fazerem mais do que isso. Mesmo sabendo-se que os governos não têm moral mas sim interesses, dos que formam a União Europeia (ainda que neste caso união é mais um adjectivo mal aplicado do que um substantivo), e que em maior ou menor grau tiveram influência na situação da África de hoje, têm obrigações para além da moral, de ajudarem aqueles que “se atiram ao mar” porque não têm nada, nada de nada, a perder. o desespero é tanto que nem à própria vida dão valor.

Aqui e agora são dispensáveis declarações de boas (?) intenções referindo contextos mais ou menos actuais.

Aqui chegados o caminho é actuar/ajudar.
Muitas das vozes que ora se elevam para reclamarem da chegada desses milhares de refugiados/esperançados/desesperados deveriam ler a história da África e de como ajudou governos europeus a ultrapassarem crises; talvez assim percebessem que nem tudo é linear e que existem razões que explicam comportamentos, dos africanos mas sobretudo dos europeus tendo sempre presente que os que morrem na travessia mediterrânica são pessoas e não meros dados estatísticos.

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publicado às 15:15

As IDEIAS de CÁCA de governantes medíocres!

por Ssssstress, em 13.04.15

Todos sabemos, isto é, muita gente sabe porque muitos (de comentadores a governantes embora às vezes não se diferenciem uns dos outros, dos que ainda são e dos que espreitam -e querem- ser), são os que nos púlpitos televisivos afirmam estarmos a caminhar para um país envelhecido razão porque a natalidade é imperiosa para uma sociedade que não se quer velha, e que na bitola dos dias de hoje é sinónimo de uma sociedade sem futuro, sem esperança, sem desenvolvimento.

Em duas palavras, uma sociedade moribunda!

Vai daí os governantes actuais decidiram apoiar a natalidade e engendraram uma solução: aos novos pais, (pais e mães), é-lhes dada a permissa de trabalharem em partime com um vencimento de 60%; ou seja, após o nascimento de um filho, quando as despesas pelo menos duplicam com tudo o que os bebés necessitam, (fraldas, roupas, papas, etc.) os progenitores ganham menos do que já ganhavam e que, na maioria das vezes, já era insuficiente para a sua sobrevivência.

Se não for tido em conta o aumento da carga fiscal em tudo o que são bens alimentares nem pensarmos quanto foi prejudicial a forçada diminuição/estagnação dos salários, então esta ideia de pagar 60% dum salário a quem vai ter maiores despesas vai dar razão ao ministro Maduro (que, digo eu, ainda está muito verdinho).

"Portugueses vão reconhecer mérito do trabalho feito pelo Governo", palavras do ministro Poiares Maduro entre 12 y 13 de Abril de 2015 referindo-se ao governo de que faz parte.

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publicado às 16:30

MECOS E BADAMECOS

por Ssssstress, em 05.03.15

Vivemos uma era em que valores comportamentais e sociais se desvanecem como espuma na areia das praias.

Vivemos num tempo em que é menos valorizada a ilibação de um inocente do que a absolvição de um culpado.

Estamos vivendo numa sociedade equivocada onde não importa quem fez o quê desde que esse quem seja desconhecido ou -pior- sabendo-se quem é quem, o mesmo não se assuma ou se cale com (ou sem) a conivência dos seus pares. O importante é ficar impune!

Assusta-me que esteja a ser criada uma geração de irresponsáveis que neguem sistematicamente as suas acções e as respectivas consequências dos seus comportamentos, ainda que possam invocar como atenuante a complacência dos pais, porque estes não tiveram capacidade de aprender como se deve educar/ensinar uma criança a ser adulta, não lhes fazendo sentir que é essencial respeitar para ser respeitado.

Embora tenha presente o caso emblemático da praia do meco não é só isso que desejo aqui focar; é sobretudo a constatação de assistir a postura dos novos dirigentes, políticos e outros, que escusando-se/escondendo-se sob matéria jurídica se remetem ao silêncio (ou a um “não me lembro” comprometedor mas institucionalmente aceite (o que não entendo), numa clara fuga a responsabilidades próprias.

Sei que o tempo da palavra de honra (sem suporte de papel assinado e autenticado) acabou há muitos anos; mas não é disso exactamente do que falo. O que desejo mesmo é denunciar reclamando da falta de hombridade e de honestidade de todos aqueles que, conhecendo os seus meandros se servem das leis (que aprovam, eles ou os seus pares), para daí obterem todos e os mais diversos tipos de vantagens.

Quando um sistema jurídico aceita que um (declarado ou suposto) culpado tem o direito de ficar calado ao invés de se defender, a coisa não é boa. Mas que essa premissa seja tida como atenuante ou ilibatória da culpabilidade do réu já me parece um “exagero”. (como já aconteceu).

O caso da praia do meco é () um exemplo e não pretendo emitir juízos de valor relativamente à pessoa mas sim ao seu comportamento.

Alguém (adulto de mais de 20 anos, universitário) que perca os amigos naquelas condições (não se sentindo culpado) faria o quê?

O primeiro telefonema não seria para os bombeiros ou para a policia ou para ambos?

E depois de passados os dias de maior impacto remeter-se-ia ao silêncio? E que, ainda que instado pelos pais e/ou advogados dizendo-lhe que era melhor estar calado, isso não obstaria a que fizesse prevalecer a sua vontade, ou seja, explicar-se às famílias dos amigos (?) afogados e com elas partilhar a dor sentida por todos?

São atitudes como esta que me questiono: os meus governantes de amanhã são gajos destes? Gajos que se escondem na sombra à espera que surja um qualquer “papá” que os represente e defenda e, quem sabe, até se “emocionando” com a preleção dum juiz, mas que não se emocionou com a morte de seis filhos de outros.

Aceito que para este pai seja mais importante o seu próprio filho; mas “ameaçar” os pais daqueles que o seu filho viu desaparecerem (sem culpa?, sem culpa mesmo?), não acha que é um despropósito?

Repito: não julgo ninguém, (quem sou eu), mas condeno a atitude: a de João Gouveia (e do seu pai).

Posto isto e considerando os anos futuros da futura geração (para a qual já contribui com filhas e elas com filhos), pergunto-me: que gente, que tipo de gente vai assumir futuramente a liderança de Portugal?

Adultos preparados (bem, muito bem ou mais ou menos preparados) teoricamente mas sem quaisquer sensibilidades para serem governantes, adultos que precisam do papá para os defender ou adultos competentes e que saibam exactamente qual o melhor caminho.

Tenho medo. Mas o meu medo, o meu receio, é intuir que o que por aí vem não vai ser nada de bom porque estes, os que sabem qual o melhor caminho emigraram.

E os que restam...

Se gostava de viver até para lá dos cem anos?, eu gostar gostava mas será que vale a pena?

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publicado às 17:10


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