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O "RELVISMO"!

por Ssssstress, em 26.07.13

Que os políticos mentem, não é novidade. Nem mesmo aqueles que são mais políticos do que outros, segundo as suas próprias opiniões, se inibem dessa tentação de mentir desde que isso lhes possa garantir, nas suas próprias perspectivas, aqueles votos que  lhes permitam segurar (agarrar é o termo mais correcto), um assento garantido e  de ordenado fixo durante quase sempre quatro anos, sem perder de vista a possibilidade de posteriormente arranjar um “lugarzinho” numa empresa amiga do partido.

Mas um ministro (em minúsculas porque só um ministro menor se comportaria dessa maneira), mentir numa comissão de inquérito na assembleia da república ultrapassa toda a ética exigida ao lugar que ocupa. O ter ficado provado não foi o bastante para que o 1º ministro (também em minúsculas e pela mesma razão), deixasse de manter a sua confiança política em tal pessoa, mantendo-o em funções.

E como uma vez não basta, logo surgem seguidores que sem rebuço mentem nessa  mesma comissão de inquérito e, tal como antes, com a garantia da tal confiança que o 1º ministro se apressa a afirmar, quem sabe se receando que o confundam com esses seus ministros.

Uma vez não é o bastante? E duas? Mais? Quantas mais?

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publicado às 23:18

CONSCIÊNCIAS: as TRANQUILAS e as OUTRAS!

por Ssssstress, em 24.07.13

Com alguma regularidade mas sem surpresa ouvimos: estou de consciência tranquila!, dita com ênfase e às vezes até com alguma irritação, por  quem tem, volta a ter ou começa a ter algum destaque na vida pública, política ou outra. E a celeridade com que se pronunciam, quando é posta em causa a sua honestidade e ou lisura de comportamentos, omitindo porém factos e razões que demonstrem o contrário, não deixa de indiciar que ali há gato!, ou pelo menos alguns miados se ouviram.

No decorrer dos anos são detectados favores e compadrios das mais diversas ordens, envolvendo políticos e empresários dos mais diversos ramos de actividade; e sempre que são questionados, mesmo que depois de condenados em tribunal, a primeira coisa que dizem é: “estou de consciência tranquila”, como se as manigâncias feitas fossem obra de anjos, de bruxedos ou de seres de outros planetas. Ou, imagine-se, cabalas!!!

Estou certo que dos Inquisidores da idade média até aos ditadores mais recentes todos eles “têm” a consciência tranquila; até Gengis Khan o diria se acaso alguém tivesse a coragem de o questionar.

E assim, de tranquilidade em tranquilidade, vamos sendo governados por gente tranquila que nos vai arrastando para um cada vez maior “buraco”. Tranquilamente…

Já vai sendo tempo das consciências intranquilas fazerem mais do que aquela  cruzinha a cada quatro anos.

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publicado às 23:15

A MALTA DESENRASCA-SE.

por Ssssstress, em 07.07.13

Ser ou não ser é uma questão que acompanha todo o ser humano (ou pelo menos uma boa parte dos seres humanos), durante a sua vida.

As escolhas são imensas porém infinitamente menores as capacidades de cada um.

E somente uns poucos privilegiados podem dar-se ao luxo de serem diversas coisas durante o mesmo tempo real da sua existência. As razões para tal? Não sei!

Mas sei porque os vejo a serem e a deixarem de ser para voltarem a ser parecendo que não são! E até parecendo que são o que não são!

Um ser foi empossado em ministro por ser uma pessoa competentíssima e de enorme prestígio na Europa. Talvez por ser tão tanto espalhou-se ao comprido, arrastando (sem ele) à volta de 10 milhões de pessoas. Mas não se ficou por aqui. Com ele agravou (ou pôs a descoberto) uma crise governamental que transposta para um palco de comédia teria pouco sucesso, não por ser um mau enredo mas porque ninguém acreditaria que tal situação fosse possível. No campo do fantástico, talvez, mas com estes mesmos intérpretes para que não se perdesse o elan do ridículo em  que toda esta situação se tornou.

Não bastou um ministro mentir aos deputados em mais do que uma vez a uma comissão de inquérito e não bastou esse mesmo ministro pressionar jornalistas; não bastou ao primeiro ministro que por mais de uma vez afirmou ter e manter toda a confiança nesse ministro apesar dos pesares. Um governante que “encaixe” casos destes sem que nada aconteça que impeça ou condicione a sua trajectória, pode ser continuar a governar? Pode!

E porquê?

Porque Portugal é o país da cultura do desenrasca!

Esta é a causa e somente nesta perspectiva é possível compreender o que se está a passar, e que esta salada russa (passe a expressão) venha a ser aceite pelo PR, adiando umas eleições antecipadas que parecem ser inevitáveis.

Não que daí viesse a solução pois o actual líder do PS não aparenta ser nem ter um pulso forte para se impor. Do anterior, que agora se arrasta em justificações pessoais em forma de comentário político, nem merece a pena falar muito embora haja por aí quem o tome por um novo D. Sebastião regressando por entre foguetes e fanfarras.

Todavia continuar nesta “marmelada” também não é solução.

Mas sem medos, porque a malta desenrasca-se!

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publicado às 09:10

TRISTE FADO

por Ssssstress, em 02.07.13

Em tempos (por volta dos anos 50 do século XX) eram cantados nas ruas de Lisboa mas igualmente noutras cidades e localidades e em transportes públicos, normalmente por cegos individualmente mas também em grupos, carregando instrumentos musicais, o relato de tragédias, crimes e outras desgraças, acontecidas ou inventadas. E eram relatados em forma de fado, com “todos” os pormenores e detalhes.

Os seus autores, ilustres desconhecidos, seguramente nunca imaginariam um enredo trágico cómico como o que está acontecendo no governo em Portugal.

A mediocridade, a incompetência, a irresponsabilidade, a impunidade, tudo enfim que não queremos nem esperamos ver num dirigente em quaisquer áreas, têm sido uma constante neste governo. Mas não só, já que ainda o Sr. Aníbal era somente um professor (de mérito segundo dizem), e já “aquelas virtudes” se manifestavam; e continuaram até hoje.

A diferença não é tanto na substância mas mais nas suas variadas formas de imbecibilidade, a qual tem vindo a “ganhar volume” com o passar dos anos. E o mais grave é não ser perceptível uma cura, mesmo que ténue.

Não foi seguramente para isto que um povo esteve sujeito a uma ditadura durante quase 50 anos. Porque a verdade é que temos sido “roubados” por quem nos deveria ter defendido.

Como sair bem desta situação? Não sei. Gostava de acreditar que o meu voto ajudaria. Mas, sinceramente, não acredito. Nem o meu nem todos os outros votos serão suficientes, a menos que sejam eleitos políticos cuja mais importante virtude fosse a honestidade. Porque os resto estaria implícito e viria por acréscimo!

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publicado às 21:23


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