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ESTOU DESEMPREGADA.

por Ssssstress, em 28.10.13

E como eu, muitas mais pessoas estão nessa situação, para a qual não contribuímos. Pelo contrário! Esforçámo-nos por desempenhar bem as tarefas que aceitámos cumprir em troca de um salário, quase sempre curto.

Ainda antes de finalizar um curso já eu trabalhava. Comecei num armazém, depois numa clínica -inicialmente quatro anos a recibos verdes, depois a contrato- e ao fim de três anos, (7 anos no total) por já não ser possível continuar “a prazo” -e passar a contrato sem termo “nem pensar”-, fizeram-me a proposta de voltar aos recibos verdes.

Voltar aos r. verdes? Que diabo, era competente e isso não bastava? Não aceitei!

Depois de vários meses e de mais uns cursos profissionais, vi-me novamente empregada, e novamente com contracto a termo, renovado sucessivamente e cujo último termo foi no final de Agosto último.

E –também novamente- como não “era” possível passar a efectiva, voltei a ficar desempregada.

Contas feitas estive empregada durante mais de uma década, em empresas diferentes, tenho instrução qualificada e capacidades de trabalho de que já dei provas, e porque vivo num país onde é facílimo despedir pessoas, porque as pessoas não são pessoas mas sim uma espécie de equipamento dispensável, estou desempregada aos quase 35 anos e sem perspectivas de novo emprego.

Nem tão pouco surge uma nova oportunidade, daquelas que o Primeiro Ministro fala.

Não é justo. Não é justo que as pessoas contribuam com o seu trabalho e por vários anos no progresso de uma empresa, se preocupe com o seu desempenho, e depois seja dispensada como se de um qualquer “consumível” se tratasse. Não é justo!

Foi este (resumidamente) o desabafo da amiga de uma amiga minha.

E como esta há muitas mais situações assim, em que as pessoas perdem a esperança de terem uma vida mínima de qualidade e de estabilidade.

Claro que aparece sempre quem diga que: mas nem todos são assim e há muita gente que só quer que o fim do mês chegue depressa. Concordo que hajam, porém também há muitos dos outros, dos que se interessam verdadeiramente em bem cumprir as suas funções e que não recebem o reconhecimento disso.

Calculo que haja pelo menos uma, mas não percebo nem nunca percebi as razões porque se dispensa uma pessoa para no dia seguinte se contratar outra para as mesmas funções e que vai necessitar seguramente de um tempo de aprendizagem/formação.

Estamos caminhando para um caos onde gente desocupada vai decidindo gradualmente “tratar da sua vida”, à margem da sociedade numa espécie de salve-se quem puder, num completo menosprezo pelos que vivem à sua volta?

Ou decidimos todos emigrar, para ajudar ao desenvolvimento e progresso de outros países que em nada investiram na nossa educação/instrução?

Porque isso de “exportar” cérebros tem custos; e se pagamos para eles depois irem mostrar o que valem num país que nada despendeu para o seu conhecimento e o seu desenvolvimento educacional, não estamos somente a “exportar mão de obra cara”; estamos a malbaratar todo o investimento feito durante os 12 anos de ensino obrigatório (passe o eufemismo) mais os 2, 3, 4 anos ou mais de ensino superior, conforme os respectivos cursos.

É bom que, a começar pelo actual Sr. Primeiro Ministro, os governantes tenham em atenção estas coisas antes de lhes saír boca fora a sugestão: emigrem!

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publicado às 12:34

A MANIFESTAÇÃO? QUAL?

por Ssssstress, em 21.10.13

A manifestação atravessando a ponte 25 de Abril do passado sábado (o de anteontem) foi a manifestação que objectivamente era desejada? Não!

Uma excursão (pré-paga) em centenas de autocarros para Lisboa para que as pessoas aqui chegadas, se manifestassem, não é propriamente a mesma coisa que uma manifestação que enchesse as ruas e avenidas de Lisboa e que não se limitasse à zona de Alcântara, um bairro simpático mas que não é nem nunca será um local de notória visibilidade; aliás notou-se que o enfoque das notícias foram mais para as imagens dos autocarros no tabuleiro da ponte do que tudo o resto que era mesmo o que mais interessava efectivamente.

(A ponte do Infante Gaia/Porto apresenta mais e melhores condições de segurança e por isso permitiu que fosse atravessada a pé? Ou o ministro Macedo só recebeu relatórios do sul?)

"Trocar" uma caminhada por uma viagem de autocarro? Só mesmo por birra.

É minha convicção de que a opção por autocarros se tratou de um erro de estratégia diminuindo o impacto que a manifestação teria caso tivessem optado por "ignorar" a ponte (da próxima vez organizem uma maratona que não terá quaisquer impedimentos, digo eu), e ainda alimentou os ganhos das empresas de transporte "aderentes" assim como o aumento das receitas da Lusoponte!

Essa coisa das "excursões" à borla para trazerem pessoas à capital afim de aplaudirem umas quaisquer iniciativas nunca me "cheiraram bem"; nem antes, nem agora!

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publicado às 12:10

O PROVÉRBIO

por Ssssstress, em 09.10.13

O povo tem destas coisas: dizer verdades em forma de provérbio.

E uma delas é: - diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!

Este foi bem aplicado aquando do “casamento” Relvas/Coelho e continua a ser bem aplicado à “união de facto” Coelho/Machete.

Infelizmente estas não foram/não são as únicas ligações reprováveis dos políticos portugueses, quer deste, quer de anteriores governos. E o mais certo é que não sejam as últimas.

Todavia já era tempo de passarmos da adolescência democrática à fase adulta e encontrarmos para a classe política pessoas honestas.

Porque afinal, tudo se resume a isso: honestidade de pessoas cujo principal interesse e objectivo seja o interesse do país e não o das classes que procuram vantagens e favores em troca de apoios mais ou menos encapotados, passados ora por debaixo de uma qualquer mesa, ora dentro de uma caixa de robalos!

Li por aí (por aqui, num blog) que temos os isaltinos que merecemos.

Pelo que em Oeiras foi mostrado pelas televisões, tem algum fundamento esta afirmação.

Porém Portugal não é só Oeiras.

Merecemos mais e melhor do que os isaltinos, os coelhos e quejandos!

Também aqui se pode aplicar o provérbio: diz-se como votas, dir-te-ei o que és?

Numa primeira análise talvez.

Mas quero acreditar que “a coisa” está a mudar sem quaisquer tipo de pieguices.

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publicado às 15:40


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