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1640 na versão de PAULO PORTAS-2013

por Ssssstress, em 10.11.13

Os políticos acham bem dizerem coisas que acreditam causarem impacto junto de quem  os ouve, porém na secreta esperança de serem ouvidos com alguma leveza evitando por isso serem confrontados com as suas próprias afirmações. Hoje lembrei-me de voltar à história e confirmar o que este vice 1º ministro achou por bem inventar: um novo 1º de Dezembro de 1640, ao comparar a saída da troika com a restauração da independência.

Não que eu pense haver quaisquer comparações. Mas peço que nos diga quem vão ser os outros intervenientes equiparados da conjura, a saber:

  • Miguel de Vasconcelos escrivão da Fazenda e secretário da
  • Duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal,
  • E também “Valido” do Conde Duque de Olivares.

Sabendo-se que o Miguel de Vasconcelos foi morto num armário “voando” depois pela janela para o “colo” da populaça que enchia o Terreiro do Paço, e que por isso já não poderá fazer parte de “um segundo take”, é lícito perguntar a Paulo Portas quem vai  estar agora escondido no armário. E como ainda há “papeis” para distribuir, quem é a actual Duquesa de Mântua e o novo Conde Duque de Olivares.

Porque nisto das recriações de épocas tem que haver rigor sob pena de se tudo se tornar numa colossal palhaçada.

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publicado às 12:22

AS PALAVRAS bonitas-3

por Ssssstress, em 06.11.13

O ministro José Pedro Aguiar-Branco, defendeu hoje a revisão da Constituição, argumentando que existe em Portugal a "tentação de um Estado totalitário" provocado por um "Estado social absorvente" que cria "promiscuidades", "clientelas" e "dependências".

E disse, entre outras pérolas, o seguinte:."A verdade é que nós, por via da situação de tender a ter esse Estado social absorvente, tender a ter um Estado que visa absorver a sociedade numa dimensão que, a meu ver é exagerada, faz com que tenhamos uma tentação de um Estado totalitário, que cria as promiscuidades, que cria as clientelas, que cria as dependências e enfraquece a sociedade".

Isto tem algum sentido? É verdade que este sr. ministro de quando em vez debita uns bitaites (parafraseando um certo “professor” Hernâni), que são umas autênticas “pérolas” e que me atrevo a dizer que: mais valia estar calado.

É então a constituição actual que permite caminharmos para um estado totalitário?

Que “dá” condições para promiscuidades, clientelas e dependências?

Sr, ministro, (claro que em minúsculas é propositado), porque não se cala? É que já disse tantas bacoradas que o melhor mesmo é calar-se. Não que seja minha pretensão limitar a liberdade de expressão nem de pensamento (longe de mim tal ideia) seja a quem for, incluindo v. exª. Quero  somente lembrar-lhe que essa coisa dos totalitarismos não estão dependentes das constituições; é mais uma “coisa” dos homens que alcançam o poder e que depois acham que podem tudo, inclusivé afirmarem como verdades as parvoíces (peço desculpa pela vulgaridade da expressão) que v.exª afirmou.

Penso que v.exª devia adoptar a ideia do seu 1º ministro e emigrar; acho que a China ou Venezuela lhe assentariam que nem uma luva.

Vá, se possível ainda hoje. Acredite que não deixa saudades!

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publicado às 21:24

AS PALAVRAS bonitas-2

por Ssssstress, em 04.11.13

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, disse hoje que:

“a competitividade em Portugal não se encontra nos salários baixos”,

sublinhando ainda a importância da inovação para o país concorrer no mundo globalizado.

Pergunto: Oh Sr. Presidente, por onde tem andado?

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publicado às 15:01

AS PALAVRAS bonitas-1

por Ssssstress, em 04.11.13

Palavras de Paulo Portas após a expulsão dos que assistiam ao debate do OE e se manifestavam nas galerias da Assembleia da República:

"Acredito no direito ao protesto e na representação democrática escolhida pelo povo português, em nome do qual cada um de nós aqui está."

O meu primeiro impulso foi um sorriso; amarelo com certeza!

Depois pensei: as palavras são bonitas e caiem bem; acreditará ele no que diz?

Não! Evidentemente que não! Bom seria que os deputados reflectissem de facto os anseios e as necessidades dos que os elegeram. Mas isso não é verdade; o que eles, deputados, defendem é a possibilidade da sua continuidade com lugar garantido naquela casa que –segundo palavras da Presidente Assunção Esteves- é a casa da democracia.

Estou convicto de que o povo não se manifestaria nas galerias se visse/percebesse que os seus deputados estavam efectivamente a defendê-los; a defender os que se tinham dado ao trabalho de cumprir o seu dever, ou seja:

Votar em quem acreditaram serem os melhores para os representar!

Mas porque nada disso é verdade, porque os deputados só estão verdadeiramente preocupados com os seus umbigos, e somente com os seus interesses, tudo o resto não passa de uma pantomina.

E as palavras, por mais “bonitas” que sejam, não passam de palavras.

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publicado às 11:44


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