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PALAVRAS bonitas-6: os donos do 25 de Abril

por Ssssstress, em 26.04.14

 

Afinal de quem é o 25 de Abril?

Muitos (todos?) dizem que: É do Povo! É do Povo!

Mas tal não parece pois se fora do povo, então todos nós saberíamos, não é?

Mas a pergunta tem razão de ser pois todos os anos e nesta época não falta quem afirme com maior ou menor ênfase que: ninguém é dono do 25 de Abril!

Todavia quando e sempre se ouve afirmar que ninguém é dono do 25 de Abril, a ideia implícita com que fico é que quem tal proclama é quem mais interessado está em ser aceite e reconhecido como tal, ou seja como seu dono.

Qual caramelo é imperioso chupá-lo antes que outros o façam e daí obtenham maiores dividendos; mas só naquele dia pois nos outros dias, para muitos políticos o incómodo é notório se e quando são relacionados com o 25 de Abril e o movimento dos capitães.

Fica a sensação de terem nascido de véspera ignorando tudo o que anteriormente aconteceu.

É uma tristeza!

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publicado às 16:28

PALAVRAS bonitas-5

por Ssssstress, em 11.04.14

Não sei se existe algum impedimento legal que impeça um convidado de falar numa comemoração oficial para que é convidado oficialmente, e que está na sua origem.

Ou que o obrigue a ficar calado!

Eu sei que parece ser a mesma coisa mas pelo sim, pelo não achei melhor sublinhar.

A atitude da actual presidente da AR é a manifestação de uma prepotência partidária (que infelizmente não é só dela pois de anteriores foi dado o exemplo), para com os que proporcionaram as condições de que ela (e muitos outros mais) estão beneficiando; foi a acção dos agora impedidos/não permitidos de se expressarem (nas comemorações desse mesmo acontecimento, repito), que lhe permitiu estar onde está actualmente.

À Srª. presidente da AR são reconhecidos méritos de que não duvido seja capacitada. Contudo admito (certamente que por ignorância minha) que falte a V. Exª um par de coisas  (o ser mulher não é razão para que não as tenha), que são verdadeiramente necessárias, digo eu, às funções para que foi eleita:

  1. Clarividência para ser verdadeiramente imparcial e
  2. Independência dos interesses/simpatias partidários, venham eles de onde vierem.

Não sei de que tipo de democracia V.Exª se considera presidente, mas quando os seus dirigentes máximos –é o caso de V. Exª- receiam aparecer em acontecimentos públicos porque saberem da possibilidade de virem a enfrentar manifestações de desagrado, ou se recusam a ouvir vozes discordantes, originadas pela prática política, entendo que se deve colocar a questão: que democracia é esta?

Alguma vez V. Exª pensou nisto? Alguma vez V. Exª percebeu em que país vive?

Ou, como V.Exª disse: o silêncio é também uma forma de resposta, de fazer política?

Pergunto-lhe: V. Exª acredita mesmo no que disse?

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publicado às 16:30


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