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MARÉS DE AZAR NUM MAR DE ESPERANÇAS

por Ssssstress, em 05.06.15

A disputa por África, ocorrida desde antes da década de 70 do século XIX até à 1ª guerra mundial, envolveu a França, a Alemanha e a Inglaterra mas também a Itália e Bélgica e a Espanha sem esquecer Portugal que lá abancou uns 3 séculos antes.
Falar da “disputa de África” é a continuação de um debate com mais de um século. Em 1877 o imperialismo europeu (informal mas nem por isso menos imperial) exerceu por influência (sobretudo) militar e económica o domínio das riquezas africanas.
A conferência de Berlim (1884-1885) envolveu o Reino Unido, a França e a Alemanha, e deveria ter decidido o que “cabia” a cada um; mas não se entenderam e consta que foi mais uma das razões que deram origem à 1ª GUERRA MUNDIAL, para além de Serajevo.
Tal como agora, tudo se resume aos interesses económicos e logo que se aperceberam haver “ali um enorme bolo” logo holandeses e belgas, para além daqueles outros, se atiraram ao continente africano como gato a bofe. (mais detalhes no google em: Colonização europeia da Africa (por Danielle Souza historia)
África foi uma verdadeira “árvore das patacas” para muitos países europeus (e de outros continentes também, mas mais tarde no tempo), os que agora fazem parte do “clube da UE” e que “se encolhem” na procura de uma ajuda/solução para estes milhares de infelizes que lutam por um pouco de nada: sobrevivência!
Tomando como exemplo o Portugal de hoje e também o de ontem, sabe-se que as pessoas emigram porque não têm, onde nasceram, as condições de vida que lhes permita viver condignamente; com os africanos não será diferente, ou seja, se nos seus países lhes fossem dados meios para lá se fixarem, decerto que não se marginalizariam tentando a sorte noutro qualquer lugar.
Todos os governos de países europeus, ou não, que de África e dos africanos se serviram para encherem os seus cofres têm obrigação, (não só moral), de adoptarem outra atitude; não basta “apoiarem” a Itália; têm obrigação de fazerem mais do que isso. Mesmo sabendo-se que os governos não têm moral mas sim interesses, dos que formam a União Europeia (ainda que neste caso união é mais um adjectivo mal aplicado do que um substantivo), e que em maior ou menor grau tiveram influência na situação da África de hoje, têm obrigações para além da moral, de ajudarem aqueles que “se atiram ao mar” porque não têm nada, nada de nada, a perder. o desespero é tanto que nem à própria vida dão valor.

Aqui e agora são dispensáveis declarações de boas (?) intenções referindo contextos mais ou menos actuais.

Aqui chegados o caminho é actuar/ajudar.
Muitas das vozes que ora se elevam para reclamarem da chegada desses milhares de refugiados/esperançados/desesperados deveriam ler a história da África e de como ajudou governos europeus a ultrapassarem crises; talvez assim percebessem que nem tudo é linear e que existem razões que explicam comportamentos, dos africanos mas sobretudo dos europeus tendo sempre presente que os que morrem na travessia mediterrânica são pessoas e não meros dados estatísticos.

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publicado às 15:15


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