PORQUE NÃO OS CALAS?
Pode parecer de somenos importância o facto do 1º ministro ter "repreendido" a presidente da assembleia da república por esta não ter repreendido um deputado da oposição quando este interpelou o dito 1º ministro, (independentemente como o fez o deputado em questão).
E no entanto é importante; é uma mostra de como o 1º ministro entende a democracia que o elegeu. Quase dizia: em que vive; mas não, pois este 1º ministro não vive no Portugal que o elegeu. Este 1º ministro preocupa-se com o seu próprio umbigo, convencido que está (e sempre esteve), de ser uma espécie de D. Sebastião a quem todos devem estar agradecidos pelo bom trabalho que executa. Coitado! Não vê (não quer ver), que percorre um caminho em plano inclinado, cada vez mais inclinado, em direcção a um fim cujo retorno não se prevê como será, mas bom não será certamente para os que por cá habitam. Para ele, 1º ministro, tanto faz!
Pergunto-me: se o presidente da assembleia fosse um político à séria (de outro partido ou não), como teria acabado o incidente? Porque, sem estar a por em causa a deputada Assunção Esteves, como actuou, o que disse e como disse foi uma manifesta falta de calo para este tipo de atitudes.