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BLOG DO STRESS

Entre sem pressas e se comentar faça-o com calma! Para stressado basto eu!

A propósito do "TAL" CARTAZ

por Ssssstress, em 27.02.16

A propósito dum cartaz da responsabilidade do BE onde a imagem imaginada da figura de Jesus Cristo aparece "filho de dois pais", surgiram variadas declarações recriminatórias de pessoas idóneas e acima de quaisquer suspeitas, a saber:

 1-“Eu sou adepto de usar o humor na política, acho que é saudável, mas o humor na política não pode faltar ao respeito às crenças e às convicções dos portugueses. E este cartaz falta ao respeito às crenças e às convicções de milhares de portugueses, respondeu Fernando Negrão quando questionado sobre a explicação dos bloquistas.“Os cartazes provam que nestas questões fraturantes o que esteve em causa sempre foi o predomínio do interesse das causas dos casais homossexuais – que são legítimas obviamente -, mas em detrimento daquilo que era o fundamental que é o superior interesse da criança. O Bloco de Esquerda nunca teve em conta o superior interesse da criança nessas questões”,criticou ainda

2-O porta-voz da Conferência Episcopal, Manuel Barbosa, considerou hoje de manhã "uma afronta aos crentes" o uso de uma imagem de Jesus Cristo numa campanha do Bloco de Esquerda em defesa da adoção por casais homossexuais.

3-Já o CDS reagiu ao início da tarde, tendo o deputado Pedro Mota Soares dito representar uma "ofensa gratuita à sensibilidade de muitos portugueses".

Nesta mesma data e em diferente cartaz (leia-se orgão de informação) sabe-se que:

1-Seria curioso demitir-me por um qualquer pequeno incidente: palavras de Carlos Costa regulador(?) do Banco de Portugal.

2-Pedro Passos Coelho não comenta estas declarações porque (diz ele): não sou comentador! (O que é uma novidade pois em Portugal o que não faltam são políticos enxertados em comentadores. A ver vamos)!

Devo dizer que o cartaz do BE não me é particularmnete simpático, porém não me aquece nem me arrefece sobretudo quando comparado com assuntos concretos; afinal é somente um cartaz cuja temporalidade será curta e inconsequente (enquanto que outros cartazes não são tão inocentes).

Lamento que muitos (e são tantos) dos que se insurgiram com o cartaz, gritando dos seus púlpitos as suas indignações  (que não discuto nem pretendo desvalorizar das suas convições) em defesa de milhares de portugueses não proclamem igualmente alto e em bom som do descalabro que são outras situações (como a camuflagem da situação bancária, por exemplo), que concretamente, estas sim, devem ser consideradas faltas de respeito para com milhões de portugueses, sejam eles o que forem: católicos, cristãos, gays, ateus, etc.